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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Festival de Arte Digital




 

O Festival de Arte Digital – FAD é um projeto sobre a exploração inventiva de novas tecnologias no campo da arte e da comunicação. Um dos eixos do festival é a exibição de instalações audiovisuais, performances e demais apresentações, que privilegiam a arte eletrônica produzida por máquinas e softwares por meio de mídia digital. O festival também contribui para a formação de jovens criadores através de simpósios, workshops e palestras ministrados por artistas nacionais e internacionais.
Ações como as do FAD vêm promovendo o crescimento da criação e exibição no Brasil de trabalhos experimentais de arte criados a partir de tecnologia digital. Pioneiro do gênero no estado, desde 2007 o festival cumpre o papel de gerar programas de conteúdos culturais diversos, promover o acesso da população a novas tendências e manifestações artísticas, além de divulgar e contribuir para a formação de novos talentos e conceitos. Assim, o FAD oferece ao público o melhor da produção brasileira e internacional, contribuindo para o incentivo à exibição e propondo uma reflexão sobre a nova produção de arte eletrônica em Minas Gerais, no Brasil e no mundo.
O festival também tem como meta primordial a questão da acessibilidade à informação e ao conhecimento, entendendo que a complexidade dessa questão passa pela popularização não apenas dos suportes, mas de seus conteúdos, códigos e linguagens.

2011

Em seu quinto ano, o FAD dá continuidade à formação de público, atividades de capacitação e fomento das artes visuais e circulação de novos e consagrados artistas audiovisuais nacionais e internacionais. Durante os 33 dias de programação, o festival promove ações que vão de oficinas e debates a exposições de arte interativa e performances audiovisuais executadas ao vivo.
Os debates e as oficinas interativas abordam temas relacionados ao fazer artístico com ferramentas digitais. Longe do deslumbramento tecnológico, pensar tal fazer é um meio de circunscrever de maneira crítica atitudes ingênuas de defesa do novo pelo novo. Para compartilhar essa reflexão com o público, o FAD convoca experientes realizadores, como diretores, técnicos e produtores audiovisuais nacionais e internacionais; além de pesquisadores acadêmicos.
Com uma programação totalmente gratuita e a constante preocupação em inserir todas as faixas etárias e sociais em seus objetivos e ações, o festival pretende continuar construindo em Belo Horizonte um potencial e importante público para novos movimentos culturais, artísticos e contemporâneos. Trata-se de uma comunhão entre festival, artistas e público crítico para o desenvolvimento de um cenário cada vez mais promissor no universo da arte midiática, eletrônica e digital.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mudanças em movimento

Continuando o texto anterior que fala sobre Patrimônio material e imaterial anunciamos algumas modificações na disposição e seleção dos objetos expostos no espaço nomeado "Ateliê do artista" - Museu Inimá de Paula.
Recomendamos a leitura do texto abaixo que explora os cenários em exposições e a importância dos elementos que os integram.

O objeto como documento da cultura material


Ao definir o acervo como cerne de suas investigações e reflexões, o museu encontra no domínio da cultura material um campo privilegiado e fértil para o desenvolvimento de suas pesquisas.
Cultura material - se exprime no conceito, na materialidade, podendo ser definida como relação do homem com os objetos. Trata-se de uma compreensão da dinâmica das sociedades, a partir dos aspectos materiais da cultura, em prejuízo, em certa medida, dos seus aspectos não materiais.
Compreendendo os artefatos em um sentido amplo, a pesquisa nos museus deve considerá-los como produtos que testemunham as condições de vida e trabalho, as necessidades e satisfações sociais, mas que também figuram como elementos que criam condições, induzem e participam das relações sociais.
Perspectiva preciosa para a pesquisa de acervo: a compreensão dos objetos como documentos!
Le Goff em um texto clássico, no século XX cita que a nação de documentos se alarga de maneira decisiva, compreendendo tudo aquilo que atesta e exprime a presença do homem. A história que se fazia nos limites do texto escrito, considerado, até entçao, como única fonte confiável, passou a contar com um universo documental abrangente no qual se incluem artefatos.
Improtante observar que os objetos adquirem o caráter de documento somente no momento em que o homem, sujeito que conhece, lhes atribui esse valor.
Nesse processo, os museus constituem o espaço por excelência, no qual se institucionaliza a transformação dos objetos em documentos ou bens culturais.
Nessa perspectiva deixam de se figurar como coisas utilitárias e migram para o campo de relíquias, raridades e curiosidades.
A pesquisa de objetos, a exemplo de qualquer outra fonte histórica, implica em concebê-los como documento/monumento.

Ateliê do artista no Museu Inimá de Paula:












quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Curiosidades!


Patrimônio Cultural


Material e Imaterial – Houve um tempo em que considerava-se como patrimônio somente edifícios e objetos. Passados os anos, as edificações de grande escala cederam espaço aos ‘pequenos formatos”, como casebres, capelas, pontes e outras construções que não possuíam influências exteriores em suas características arquitetônicas, eram diferenciadas e elaboradas a partir dos costumes e conhecimentos daquela população que a concebeu. Com suas particularidades, tais construções foram essenciais para a nova concepção de patrimônio cultural e histórico brasileiro.
Essa modificação culminou em uma fase de pensamento patrimonial que entendia cultura, costumes, hábitos e outras formas de representação como elementos integrantes do patrimônio do patrimônio histórico brasileiro, a diferença agora era o caráter material das edificações e objetos já reconhecidos e o imaterial das manifestações culturais, hábitos regionais, festas, tradições, que em igual patamar recebem o título de patrimônio histórico nacional, não passando pelo processo de tombamento, visto o caráter imaterial de seus elementos, mas se igualando nas necessidades de preservação de memória, respeito às diversidades étnicas, culturais e crenças pertencentes aos diferentes povos que integram a população brasileira.
Em Minas Gerais um importante elemento cultural que hoje faz parte do patrimônio histórico imaterial é o Queijo Minas.