Pesquisar este blog

terça-feira, 26 de abril de 2011

'Circuito de Museus' leva cultura para alunos da rede municipal

Circuito em BH garante a estudantes amplo acesso à cultura, ciência e tecnologia
Rogério Wagner Mendes - Repórter - 25/04/2011 - 20:05
CARLOS RHIENCK

Alunos vão poder percorrer os circuitos nos 20 ônibus do Programa BH para Crianças
Os alunos da rede pública municipal de ensino ganham, a partir de terça-feira (26), uma oportunidade de se apropriar dos museus de Belo Horizonte, por meio do projeto Circuito de Museus. O Programa BH para Crianças oferece três circuitos temáticos, o Histórico, onde é possível aprofundar conhecimentos sobre a memória de Minas e suas tradições, o de Ciências e Tecnologia, uma possibilidade de fazer uma viagem ao mundo das ciências com uma ligação entre o moderno e o antigo, e o de Artes Plásticas, onde são apresentadas exposições permanentes e itinerantes.
A coordenadora do Circuito de Museus, Marcelle Azzi, avalia o projeto como uma possibilidade de despertar nos estudantes um novo olhar sobre a cidade. “Nossos museus são ricos e estão preparados para receber os alunos”, afirma. Os circuitos serão percorridos nos 20 ônibus da frota do Programa BH para Crianças, da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).
Para a secretária de Educação, Macaé Maria Evaristo, com o Circuito de Museus a PBH amplia as atividades coletivas, com mais opções também na educação integral, que hoje atende a 35 mil crianças. “Estamos criando uma política cultural para as crianças e garantindo que os estudantes da cidade possam se apropriar do que ela oferece de melhor”, diz.
Um dos museus integrantes do Circuito Ciências e Tecnologia é o de Artes e Ofícios, administrado pelo Instituto Cultural Flávio Gutierrez. A presidente do Instituto, Ângela Gutierrez, elogia a iniciativa da prefeitura de integrar os museus da cidade. “Essa união em circuitos torna os museus mais fortes”, afirma.

Até o final do primeiro semestre letivo o projeto espera atender a 32 escolas das 184 que integram a rede municipal. Para ser atendido, o professor interessado deverá desenvolver um projeto, onde é feita a escolha por um dos circuitos temáticos. Esse professor receberá formação, em um dos museus que integram o circuito escolhido.
Para se inscrever, as escolas deverão imprimir o formulário disponível na intranet da Secretaria Municipal de Educação. As visitas aos museus são mensais e a expectativa é de que os trabalhos tenham continuidade na escola, para que no encerramento das atividades do primeiro semestre, em setembro, as escola participantes possam expor os trabalhos de seus alunos.
Somente após uma avaliação dos trabalhos do primeiro semestre será definido o número de escolas participantes do projeto no segundo semestre. Informações podem ser obtidas na Secretaria de Educação, na Rua Carangola, 288, no Santo Antônio, ou no telefone (31) 3277-8661.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Reconstruindo e discutindo o tema proposto


Em 1987, publiquei meu primeiro livro, intitulado Museu, escola e comunidade: uma integração necessária. Escolhi esse título não só por acreditar que era significativo para as ações ali registradas, mas também por considerar, já aquela época, que a escola, o museu e a comunidade deveriam interagir, realizando ações conjuntas, buscando objetivos comuns. Portanto no meu entender, o museu é uma instituição que tem o compromisso com o processo educacional, seja ele formal ou informal, devendo a escola também participar e interagir com a comunidade onde está inserida. Nesse sentido, a participação comunitária não exclui a participação no ensino formal; ao contrário; é necessária a integração, a atuação conjunta. Tanto o museu como a escola devem potencializar os recursos educativos de uma comunidade, realizando o intercâmbio necessário entre ensino formal e não formal, um alimentando o outro e se enriquecendo mutuamente.

(...) as diretrizes e metas traçadas para a política educacional no momento presente devem apontar para uma ação multidisciplinar que enfoque as diferentes maneiras humanas de ser, de estar no mundo e de construção e reconstrução das múltiplas realidades.

Enfim, cada vez mais se torna necessária uma ação educativa que tenha como referencial o patrimônio cultural, considerando seu rico processo de construção e reconstrução. Sendo assim as atividades pedagógicas deverão buscar, por meio de uma ação integrada com a comunidade onde a escola está inserida, a qualificação do “fazer cultural” local, buscando inseri-los nos contextos nacional e internacional.

(...) Encurtar, pois as distâncias entre o ensino formal e não formal é urgente e necessário. A vida, o conhecimento construído e reconstruído a cada momento na vivência do cotidiano deve ser um referencial essencial para a análise e o enriquecimento da prática pedagógica, proporcionando ganhos significativos para todos os sujeitos envolvidos no processo: professores e alunos dos diversos níveis de ensino, membros da comunidade, pesquisadores, etc.

(...) é possível organizar uma ação educativa complexa, que seja resultante de uma rede de interações entre diversos recursos educativos. Não se trata de somar ou adicionar componentes isolados, mas de integrá-los ao redor de objetivos educacionais comuns. Nessa rede se insere a educação formal ou uma redefinição do seu papel perante a comunidade e seus recursos educativos não formais e informais.

(textos retirados do livro encontros museológicos – reflexões sobre a museologia, a educação e o museu por Maria Célia Teixeira Moura Santos)

terça-feira, 19 de abril de 2011