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segunda-feira, 14 de março de 2011

O espaço

É recorrente a pergunta: O que tem nesse Museu?
Bom, cada Museu apresenta uma coleção, de artistas e temáticas diferentes, ou dos mesmos, só que com abordagens específicas.
Situado na Rua da Bahia, 1201 - Centro de Belo Horizonte, o Museu a que nos referimos foi elaborado em homenagem a um artista mineiro conceituado e pouco conhecido em seu próprio estado, "Inimá de Paula".
Respondendo algumas perguntas primordiais:

Quem foi Inimá de Paula?

Celebrado como “Fauve brasileiro” e “Mestre das cores”, Inimá de Paula (1918 - 1999) dedicou sua vida à arte. Foram mais de 60 anos de carreira, que consolidaram uma trajetória única e inegavelmente importante. Foi fundamental na consolidação da arte moderna brasileira, participando de sua implementação e difusão em Minas Gerais, no Ceará e no Rio de Janeiro.
Desde criança Inimá desenhava muito. Quando foi prestar serviço militar em Juiz de Fora, em meados dos anos 1930, encontrou o Núcleo Antônio Parreiras, onde realizou suas primeiras pinturas. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1940 e já sonhava em ser pintor. Uma oportunidade de trabalho o levou a Fortaleza em 1944. Lá, uniu-se aos jovens artistas e participou ativamente do movimento modernista local. Juntamente com Antônio Bandeira e Aldemir Martins fundou a SCAP - Sociedade Cearense de Artes Plásticas, que foi responsável pelo desenvolvimento da arte moderna no Ceará. De volta ao Rio no ano seguinte, passou a concorrer no Salão Nacional de Belas Artes e em breves 7 anos conquistou todas as premiações. Em 1952 venceu o disputado Prêmio de Viagem ao Estrangeiro e em 1954 partiu para a Europa onde estudou por 2 anos com grandes mestres, dentre eles André Lhote e Gino Severini. De volta ao Brasil, consolidou sua carreira. Foram inúmeras exposições e premiações, no Brasil e pelo mundo. Inimá pintou até 1999, seu último ano de vida, sendo que um ano antes participou da criação da Fundação Inimá de Paula.
Inimá soube conhecer o idioma das cores com tanta intensidade e intimidade que lhe foi possível reinventá-lo à sua maneira. Por isso sua obra constitui um verdadeiro dialeto cromático. A cor é o verdadeiro protagonista da pintura de Inimá. O artista se referia a ela como a Cor Imortal, essência da criação. Como bem disse Carlos Bracher, Inimá tinha o segredo, a propriedade e o mistério da cor. Foi, como nenhum outro, um intérprete da possibilidade de verter a vida através da cor.
Diante da expressividade vigorosa das pinturas de Inimá vemos a cor alcançar, imediatamente, manifestações de sensação e significação que arrebatam o olhar. Sua obra pode ser lida como uma contínua pesquisa pictórica dedicada a sondar e experimentar as possibilidades e capacidades expressivas da cor em comunicar sentidos e sentimentos.

O que tinha nesse prédio antes de se tornar Museu?

Vários estabelecimentos muito importantes para o crescimento de Belo Horizonte na área cultural, administrativa e para recepção de públicos. Leia a aba ao lado nomeada "Histórico do Prédio" que explica os detalhes e linha do tempo de transformação, restauração e manutenção desse espaço.

Onde encontro imagens do espaço interno do Museu?


As imagens do espaço do Museu podem ser encontradas no site institucional. Se o interesse é por locar o espaço para algum evento, exposição ou atividade cultural, envie um email para eventos@inima.org.br que as metragens corretas serão enviadas e imagens específicas para esses fins. Quanto ao educativo, colocaremos abaixo alguns registros do espaço interno do Museu para conhecimento do espaço e Reconhecimento no dia da visita.


Salão Inimá e Mezanino

Plataforma de exposições temporárias
Sala de auto retratos

Galeria Virtual

Ateliê do artista

Cine auditório

Fachada Museu Inimá de Paula - Rua da Bahia, 1201/Centro BH

Onde encontro imagens das obras do Inimá?

Obras em alta resolução do artista Inimá de Paula não são muito difundidas na internet, lembremos dos Direitos autorais e licença de uso de imagens na Internet.
"Os conteúdos publicados ou veiculados na Internet não são completamente públicos, ou seja, pertencentes à coletividade, nem podem ser usados de forma livre e gratuita como muitos acreditam. Retirado de : http://www.educacional.com.br/pesquisa/swf/DireitoAutoral
O artigo 7 da Lei de Direitos Autorais estabelece a proteção das obras “expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro”.
Portanto, a proteção dos direitos autorais também regulamenta as obras publicadas ou veiculadas na Internet.
Seja no caso da Internet ou de qualquer outro meio, não se admite o uso indiscriminado e inadequado de obras literárias, artísticas ou científicas. Portanto, é preciso ter em mente o que é viável sem ofender os direitos do autor, cabendo ao interessado respeitá-los, obtendo autorização para reprodução integral de um artigo ou de uma fotografia, por exemplo, não deixando de citar o nome de seu autor e a fonte da qual obteve determinada obra."
Para fins estudantis, pesquisas e reportagens os museus fazem um contrato de direito de uso da imagem, como acontece no Museu Inimá de Paula aos que nos procuram interessados.Já atendemos a vários pedidos e através do blog é possível ver algumas obras do Inimá com uma boa qualidade em resolução, precisando de outras, solicite o contrato através do email museu@inima.org.br .

Possuem outras perguntas?Envie para educativo@inima.org.br que respondemos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011


                  FORMA E COR -  por Inimá de Paula

"No "ensino de expressão das cores" trata-se de um ensaio para indicar as possibilidades de expressão das cores. Assim como as cores, as formas também tem seu valor expressivo "sensível e moral".
Num quadro, estas qualidades expressivas da forma e da cor deveriam ser sincronizadas, ou seja, a expressão da forma e da cor deveriam ater-se a uma outra.
Assim como podemos encontrar valores expressivos e significativos para as três cores fundamentais (vermelho, amarelo e azul), podemos encontrá-los também para as três formas fundamentais. (o quadrado, o triângulo e o círculo.
O quadrado, cuja característica fundamental é determinada por duas horizontais e duas verticais do mesmo tamanho que se "cortam" é um quadrado. Experimenta-se uma forte tensão quando desenha e realiza as linhas laterais direitas e os ângulos retos do quadrado em seu movimento. Todas as formas que são caracterizadas por horizontais e verticais pertencem por seu caráter à família dos quadrados, portanto também a cruz, o retângulo, a grega e as formas derivados.
Ao quadrado corresponde como cor vermelho, cor da matéria o peso e a opacidade do vermelho são apropriados à forma estatística e pesada do quadrado.
O triângulo recebe sua característica fundamental de três diagonais que o cortam. Seus ângulos agudos têm um efeito combativo e agressivo. Á família do triângulo pertencem todas as formas de caráter diagonal, tais como o losango, o trapézio, as formas de caráter diagonal, tais como o losango, o trapézio, o zigzag e as formas derivadas. O triângulo é o símbolo do pensamento e a cor que corresponde a seu caráter imponderável é o amarelo claro.
Um círculo nasce se, sobre uma superfície, um ponto se desloca a uma distância constante de outro ponto. Ao contrário do movimento rude e tenso que faz nascer o quadrado, o círculo cria uma impressão de distensão e de movimento perpétuo. Ele é o símbolo do espírito se movendo em sua unidade.
Os antigos chineses utilizaram para construir seus templos do céu elementos de forma circular, ao passo que edificavam o palácio do príncipe da terra a partir de um caráter quadrático.
O signo astrológico para o sol é um círculo com um ponto no meio. A família do signo pertencem todas as formas curvas e circulares de caráter, tais como elipse, a ovóide, a sinusóide, a parábola e as formas derivadas. Ao círculo que se move sem cessar corresponde a cor azul transparente.
Em resumo, pode-se dizer : o quadrado simboliza a matéria em repouso, o triângulo surgindo de todos os lados simboliza o pensamento e o círculo simboliza o espírito eternamente em movimento.
Se determinam as formas correspondentes às cores secundárias , encontra-se  para o alaranjado o trapézio, para o alaranjado o trapézio, para o verde um triângulo esférico e para o violeta uma elipse.
A coordenação de certas cores determinadas formas e cores significa um paralelismo. Quando formas e cores coincidem em sua expressão, seus efeitos se acumulam. Um quadro cuja expressão é determinada principalmente pela cor deveria desenvolver suas formas a partir das cores, ao passo que um quadro cujo aspecto se baseia na forma deveria receber suas cores a partir da forma.
Os cubistas deram especial atenção ao problema da forma, razão pela qual reduziram o número de suas cores. Os expressionistas e os futuristas utilizaram a forma e a cor como meio de representação expressivo. Os impressionistas e os pontilhistas? (tachistas) dissolveram as formas em benefícios da cor. O que se disse das cores subjetivas é válido também para as formas. Cada indivíduo possui, conforme sua constituição, caracteres de formas determinadas. Em grafologia estuda-se minuciosamente as relações entre os traços subjetivos da forma e da escrita e o caráter de quem escreve. Mas na escrita linear pode-se realizar apenas uma parte das formas subjetivas.
Os antigos chineses admiravam as escritas e tinham um caráter subjetivo original. Mas valorizava-se mas uma escrita que fosse ao mesmo tempo original e harmoniosamente equilibrada.
A aguada era igualmente apreciada. Liang K'ai e outros grandes mestres iam ainda mais longe. Eles não atribuíam valor à "originalidade e ao estilo pessoal", buscavam o absoluto na arte e se esforçavam para dar a cada tema uma expressão das formas geralmente válidas. A conduta dos quadros de Liang K'ai é tão diversa que se tem dificuldade em atribuir a ele as obras que o lembram.
O caráter subjetivo de forma em seus quadros é dominado por uma verdade de forma objetiva e mais elevada.
A pintura oferece um grande número de possibilidades ligadas objetivamente. Elas consistem em direções espaciais, em repartições de peso, em cores e superfícies livremente escolhidas, com seus valores de tons e suas texturas.
Na pintura européia um grande número de possibilidades ligadas objetivamente. Elas consistem em  direções espaciais, em repartições de peso, em cores e superfícies livremente escolhidas, com seus valores de tons e suas texturas.
Na pintura européia, Mathias Grünewald esforçou-se para atingir esta objetividade da cor e da forma.
Conrad Witz e El Greco foram muito objetivos no emprego das cores, mas permaneceram subjetivamente ligados do ponto de vista da forma. De La Tour foi subjetivo na forma e na cor. Os quadros de Van Gogh são igualmente realizados subjetivamente, tanto do ponto de vista da cor quanto a forma."